Mesmo longe.... tento ajudar a economia e compro o que é nosso!!!
terça-feira, 23 de setembro de 2014
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
Mabílio (II)
Entrar no edifício é recuar muitos anos.... Se tirarmos as prateleiras de ferro e as mercadorias o resto deve estar mais ou menos igual aquando abriu na década de 1920 do século XX.
A começar pelo Srº já de idade que nos fica com os sacos de compras do supermercado e nos dá um pequeno cartão manuscrito para que os possamos levantar depois. Os balcões são todos de madeira antiga,os tetos são altos com ventoinhas e todo o ambiente é de armazém colonial antigo. Nas paredes fotografias antigas da fachada do edifício e de um Sr. negro e anão que desconheço quem terá sido.
Os produtos são quase todos importados e muitos da Pátria mãe... Lençois Sampedro, molas da roupa Neolar made in Portugal etc etc .... e caixas de cartão com etiquetas do Porto de Leixões a serem descarregadas e a chegarem às prateleiras.
Enquanto espero na fila para pagar, o sr. de idade vem ter comigo, solícito e simpático com um cesto para eu colocar os 10 cabides (de plástico!!!!): " Ponha no cesto e pode por no chão para não estar carregada"... Paguei, recolhi as compras e quando passei a porta regressei a 2014.
domingo, 21 de setembro de 2014
Mabílio
Edifício Mabílio de Albuquerque
Luanda [São Paulo de Luanda], Luanda, Angola
Habitação
Construído em 1894, é um interessante edifício da viragem do século, sobretudo pela utilização de estatuária a coroar a cornija. Ocupa os números 23 a 29 da Rua Major Kanyangulu (antiga Rua Direita), e foi classificado por despacho n.o 47, de 08.07.1992. À semelhança de muitos exemplos contemporâneos em Portugal, insere‐se no tipo da arquitetura doméstica urbana de Oitocentos, apresentando dois pisos, com cinco vãos de arco de volta perfeita cada, tendo os superiores uma sacada com guarda embutida em ferro forjado. A construção destaca‐se das envolventes, pois apresenta, de cada lado, um vão térreo embutido em muro, separando‐o do prédio anexo.
Isabel Martins, José Manuel Fernandes
sábado, 20 de setembro de 2014
A baixa de Luanda
Uma das coisas que gosto é de ir às compras ao fim de semana, principalmente no sábado de manhã quando o comércio está todo aberto e há montes de pessoas nas ruas.
A baixa tem edifícios muito bonitos e antigos, embora muito degradados. Os letreiros fazem lembrar os de Lisboa nos anos 70. Se nos abstrairmos do lixo e da sujidade acaba por ser um passeio muito interessante. Claro que também muito barulhento: Os candongueiros, as vendedoras, os carros... e claro os rapazes pelas ruas. É raro sair e não falarem comigo... pedem dinheiro, cumprimentam ou dão conselhos ( madrinhá, não vás por aí qui pódis cair"). Hoje foi um conselho de saúde : " Madrinhá, esse cigarru vai-ti fazer mal".
Quando cá estive em Março/Abril, a M levou-me ao Mabílio que são uma espécie de armazéns com tudo para a casa, jardim e utilidades várias: lençois, toalhas, panelas, utensílios de cozinha, tecidos etc etc. Como precisava de cabides resolvi lá voltar.
sexta-feira, 19 de setembro de 2014
Outras vidas também tão diferentes
Chego às 6:30 ( entro às 7:00)... O segurança diz-me "Já cá estão duas meninas". Dou uma volta e não encontro ninguém. Procuro, novamente, e encontro a C. ( senhora da limpeza que entra às 6:30) deitada em cima de um cartão no chão da lavandaria. Chamo-a "C, são 6:30 está na hora de começar as limpezas". ela sorri e levanta-se. Pergunto-lhe a que horas chegou, responde que às 6:00... Pergunto-lhe porquê e responde-me explicando que onde mora se sair mais tarde leva 2 a 3 horas a chegar. Portanto acorda às 4:00 e sai de casa às 5:00 de forma a chegar a horas*.
Pergunto-lhe quem mais chegou e ela responde que foi a A. ( que entra às 7:00) e que está deitada no vestiário.... digo-lhe para a deixar estar e para a acordar às 6:50...
* e de repente o meu tm tocar às 5:30, o meu banho quente de manhã , a saída às 6:20 e a viagem de 10 minutos com o motorista parecem-me puro luxo....
quinta-feira, 18 de setembro de 2014
Uma vida diferente
Esta minha segunda vinda está a ser muito diferente da primeira...
O trabalho começou a sério o que tem significado dias com uma média de 12/13 horas (trabalhadas)....mas não me incomoda muito.
O que me incomoda é estar mais longe da casa onde estive/estou e não poder ir a pé.... depender de um motorista e do trânsito... e essencialmente não andar na rua, ver e observar ( e quando dá fotografar)....
quarta-feira, 17 de setembro de 2014
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